terça-feira, 29 de abril de 2008

PROJETOS CURUMINS



Existem vários problemas no Brasil, miséria, violência, falta de saneamento básico mas um dos principais problemas desta nação indubitavelmente é o infanticídio.

Não aquele que mata literalmente crianças voluntariamente, todavia é aquela que assassina a infância de nossas crianças privando-as de educação, lazer, cultura etc.

O Estado brasileiro investe de forma insuficiente e desorganizada, um exemplo é as construções de escolas, porém não são devidamente equipados tampouco os professores são qualificados para lecionar, outro crime contra as crianças que o Estado não combate com veemência é o trabalho forçado, que impede a criança de exercer seus direitos básicos de infância.

a família tem o papel mais importante na vida das crianças, de ensinar princípios e valores . Porém a instituição família está em crise algumas totalmente já falidas , sendo assim os tais procuram outros meios de aprendizado para preencher sua carência nesse sentido e aí quem ganha com isso é o trafico de drogas, prostituição infanto-juvenil, a criminalidade em geral.

O Estado e a família deveriam trabalhar em conjunto para fazerem cessar esse crime contra a infância, Estado dando estruturas para educação acadêmica, cívica e combatendo a miséria, enfim o que destrói a infância. E a família ensinando valores éticos e morais e até mesmo religioso e dando mais atenção e cuidados aos seus filhos.

Denni Renan

CRIANÇAS DE RUA

Basta darmos um breve passeio pelas ruas de Fortaleza, para nos depararmos com a dramática realidade das crianças que fazem das ruas, seu lar. É bem verdade que a definição de lar não condiz com a estrutura que a rua oferece. Pressupõe-se que um lar deva oferecer para a criança, o mínimo de proteção e educação, quando que na rua o que esses meninos e meninas têm, é um contato direto com uma avalanche de violência e abandono.

Aqui em Fortaleza algumas iniciativas têm amenizado a problemática em questão. É o caso das ações e pesquisas realizadas pelo núcleo de articulação de educadores sociais de rua. O núcleo é composto por dezenove instituições governamentais e não governamentais. Em entrevista com o representante do núcleo Marcos Castro, podemos perceber a magnitude das ações realizadas por essa equipe interinstitucional, os projetos são voltados essencialmente para a inclusão dessas crianças na sociedade através das suas famílias, pois, segundo Marcos Castro, a criança não pode ser pensada como ser único, existe por traz uma família desestruturada da qual a criança não quer ou não pode fazer parte, por isso decide ir para rua. Na rua, geralmente encontra facilidades como dinheiro, o prazer que as drogas oferecem e liberdade. Portanto o representante do núcleo faz questão de ressaltar que não se deve dar dinheiro a essas crianças, a atitude que se deve tomar como cidadão é a de denunciar os abusos e encaminhar essas crianças para os abrigos.

Bom, o fato é que temos um problema social complexo que precisa de soluções complexas, o núcleo de articulação de educadores sociais de rua, além de promover ações concretas em torno dessas crianças, promove também um estudo anual referente as estatísticas quantitativas e o perfil das crianças e adolescentes que vivem hoje nas ruas de Fortaleza. A pesquisa mais recente nos indica que 494 crianças e adolescentes fazem das ruas seu lar, sendo que 212 delas usam algum tipo de droga ilícita. Os dados são alarmantes, se levarmos em consideração, o fato de que os educadores contaram apenas com crianças que realmente moram nas ruas, deixando de fora das estatísticas as que trabalham ou exercem alguma atividade na rua e no fim do dia voltam para suas casas.

Sabe-se que, quando essas crianças chegam aos abrigos enfrentam as crises de abstinência, no caso das que consumiam drogas. No entanto, o maior desafio que os educadores de rua enfrentam, é a falta de uma estrutura terapêutica que viabilize o tratamento das crianças. Aqui em Fortaleza não contamos com nenhum abrigo que tenha estrutura física para acolher crianças com esse tipo de problema.

Vale ressaltar que existe uma verba de R$ 600.000 no orçamento da secretaria de ação social destinado a essa questão, no entanto o orçamento nunca foi executado.

Se podemos ou não contar com políticas públicas que solucionem a questão ninguém se atreve a responder, o que se sabe é que todos nós perdemos com isso. Pois uma sociedade que não acolhe suas crianças e não investe maciçamente em sua formação, não é digna de ser denominada como BELA.

Mayara Ripardo

DROGAS NA INFÂNCIA

A sociedade moderna apresenta problemas socioeconômicos que agravam a vida de crianças que não desfrutam de um lar para morar ou de uma estrutura familiar para a formação de sua cidadania.

O mundo das drogas proporciona a destruição total de crianças em estado de pobreza. Além de não terem um lar, uma familiar bem estrutura o governo oferece uma educação falha, sem profissionais qualificados e não oferece um sistema de recuperação de crianças viciadas. Muitos questionam se a pobreza é realmente motivo para crianças entrem no mundo das drogas. Mas é muito fácil falar de uma realidade que não faz parte da sua.

O tráfico de drogas tornou-se uma empresa onde os maiores interessados visam o lucro independente de como conseguem esse lucro. O alvo mais fácil são as crianças que vivem sem nenhuma estrutura social e psicológica. A droga oferece um mundo de fantasia para viciar as crianças, que buscam fugir de sua realidade onde tentam sobreviver, depois as tornam escravas de seu vicio. O governo ainda não tem estrutura suficiente para resgatar as crianças do vicio, porem em Fortaleza foi criado o Caps – Centro de atenção psicossocial – no total é 1 por cada regional, sendo 1 infantil e os outros são destinados a usuários de álcool e drogas. O Caps cuida da saúde mental dos pacientes e conta com uma equipe formada por enfermeiro, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, psiquiatra, farmacêutico, auxiliar de enfermagem e artista.

Alem de a prefeitura fazer a sua obrigação também existe ONGs que contribui com as crianças viciadas em drogas. Como exemplo é o núcleo de articulação de educadores sociais de rua que a Mayara já tinha citado antes no seu texto “crianças de rua”. Temos vários outros órgãos que trata o mesmo problema; Verifique a relação de links para saber mais sobre essas instituições.

O importante mesmo é ficarmos atento as crianças – o futuro do nosso planeta - dando-lhes maiores condições de educação e cultura, direito a cidadania, a saúde e além de tudo o uma família que lhe ofereça vida.

Levy Albano.

Diga não a erotização infantil (Blog): http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

Sobre o CAPS : http://www.saudefortaleza.ce.gov.br/sms_v2/default.asp

Conselhos tutelares: http://www.abrali.com/013espaco_jovem/cons_tut/ceara.html

CEDECA: http://www.cedecaceara.org.br/

Creditos:
Mayara Ripado
Levi Albano
Arley Freire
Fabio Nascimento
Denni Renan
José Oliveira
Paulo Bruno
Alunos de Comunicação Social - Noite - Fanor
Professor Leonardo